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6 de fevereiro de 2025

O intenso ano de 2024: aprovado o projeto Amazônia +10!

O ano de 2024 terminou com uma baita notícia! No meio do caos da campanha eleitoral e retorno as atividades docente, diretoria do Andes-SN e Adusp, um sonho se tornou realidade!

O projeto “Novas fronteiras no registro fossilífero da Amazônia Sul-ocidental”, uma parceria entre os grupos de pesquisada da Profa. Dra. Annie Schmaltz Hsiou e do Prof. Dr. Carlos D’Apolito Júnior do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas da UFAC, foi um dos projetos aprovados pela Iniciativa Amazônia+10!

Durante 36 meses, teremos o apoio do @cnpq_oficial, da @fapac.ac e da @_fapesp_sp para explorar diversas regiões remotas do Estado do Acre, para encontrarmos novas localidades com fósseis, ainda desconhecidas.

A diversidade de fósseis da amazônica é conhecida há mais de um século e meio, e inclui sítios fossilíferos bem consolidados ao longo de barrancos e margens dos principais rios da região, principalmente no Estado do Acre. No entanto, diversas áreas seguem inexploradas, com indicações prévias de que poderiam possuir um enorme potencial para o registro paleontológico, com o qual se conheceria mais detalhadamente a fauna pré-histórica da região durante a Época geológica do Mioceno (de 23 a 5 milhões de anos atrás). Esta época é conhecida pela rica fauna aquática e terrestre, além de ser o berço de diversas
linhagens amazônicas, de forma que conhecer melhor este intervalo geológico nos dá
oportunidade de entender como se formou a biodiversidade na Amazônia.

O objetivo dessa proposta é realizar expedições a rios menos explorados e conhecidos, em localidades mais remotas, para prospecção e coleta de fósseis, além da descrição de afloramentos rochosos e coleta de amostras para datações geocronológicas. Os resultados obtidos serão analisados quanto à identidade taxonômica de cada fóssil, geoquímica isotópica para estudos de paleodieta e paleoambientes, além de escaneamento 3D para gerar um banco de dados virtual aberto para pesquisa e divulgação científica. A proposta pretende também vincular moradores locais (ribeirinhos e povos originários) que conhecem as localidades fossilíferas e dar a eles e suas comunidades reconhecimento e treinamento sobre preservação do patrimônio paleontológico regional.

Veja a notícia na página do Instagram do Laboratório de Paleontologia de Ribeirão Preto:
https://www.instagram.com/p/DDfKEU-pQV9/

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