Entre os dias 18 a 26/07/2022 ocorreu a expedição de campo promovida pelas equipes da USP, UFAC e ICMBio para prospecção e coleta de fósseis no Alto Rio Acre, zona de tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia. Esta expedição foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), através do projeto intitulado “A fauna de pequenos vertebrados do Neógeno da Amazônia Brasileira, com ênfase na resolução temporal da Formação Solimões, Mioceno da Bacia do Acre” (Processo n. 2019/14153-0), sob a coordenação da Profa. Dra. Annie Schmaltz Hsiou (FFCLRP/USP), bem como pelo apoio logístico e de infraestrutura da Estação Ecológica Rio Acre (ESEC) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do Estado do Acre.
Com o total de nove (09) dias de atividades de campo, foi possível mapear e georreferenciar cinco (05) novas localidades, além da confirmação de duas localidades tradicionais do Alto Rio Acre, totalizando sete (07) localidades prospectadas e com grande potencial fossilífero. Passados 20 anos após a expedição da UFAC/UNIR 2002, as equipes do Laboratório de Paleontologia de Ribeirão Preto (LPRP-RP, FFCLRP/USP) e do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP, UFAC) somaram esforços para reconhecer em campo a “localização original” tanto dos trabalhos de Frailey (1986), Campbell et al. (2006) quanto de Cozzuol (2006).
Foi uma experiência incrível! Sem palavras pra descrever o que passamos nos 9 dias na deep Amazônia em companhia da equipe da Estação Ecológica Rio Acre (ICMBio, Acre) , do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas da UFAC, e a equipe de barqueiros da Reserva Extrativista Chico Mendes! Ficamos na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre, e tivemos contato diário com indígenas da etnia manchineri.
Temos muito trabalho para fazer, o tempo para a divulgação dos resultados taxonômicos, biocronológicos e geológicos será feito no médio e longo prazo, além de fomentar a formação de recursos humanos, através de projetos de mestrado, doutorado e de pós-doutoramento.
Claro que teve muita foto linda, muitas pegadas de onça, banho de rio, até torneio indígena de futebol. Mas o que teve mesmo foi muito trabalho no sol da Amazônia e muitos fósseis!


